Gestoras anunciam que vão manter funcionamento de escola afro-brasileira em Salvador após investimento de 'artista antirracista'

  • 09/01/2026
(Foto: Reprodução)
Após anúncio de fechamento, gestoras divulgam manutenção de escola em Salvador A escritora Bárbara Karine e a especialista em Economia Criativa, Maju Passos, anunciaram que a Escola afro-brasileira Maria Felipa — primeira instituição de educação infantil com foco antirracista do país — continuará as atividades após o investimento de um artista baiano e antirracista. As sócio-fundadoras da instituição haviam anunciado o encerramento das atividades na última quarta-feira (7). Por meio de um vídeo, publicado no Instagram, Bárbara e Maju contaram que foram dias intensos e tristes, em que precisaram de muita resiliência. Ela contou que o artista que ajudou a escola entrou em contato após uma manifestação realizada pelos profissionais que trabalham na instituição, no Porto da Barra, na quinta-feira (8). "Após o ato, um importante artista baiano, entrou em contato conosco dizendo que estava disposto a tudo para o projeto não fechar. Ali começou uma grande reviravolta. Fomos para a escola e começamos a pensar cenários possíveis", escreveu. A escola passará a funcionar por meio do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) do Instituto Brasileiro Maria Felipa, criado pelas gestoras do colégio em 2023. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Escola Afro-brasileira Maria Felipa anuncia encerramento das atividades em Salvador Escola Afro-brasileira Maria Felipa O investimento feito pelo artista foi de R$ 400 mil, valor que cobre parte das despesas para retomar as atividades da instituição de ensino. Ao todo, a instituição precisa de alcançar o valor de R$ 600 mil para cobrir o orçamento necessário para retomar as atividades em 2026. Ainda segundo Bárbara Karine, atualmente, 50% das crianças que estudam na intuição são bolsistas. Diante do montante que ainda precisa ser arrecadado, as fundadoras da escola abriram uma vaquinha para captar recursos e completar o orçamento necessário. Gestoras anunciam que vão manter funcionamento de escola afro-brasileira em Salvador após investimento de "artista antirracista" Reprodução/Redes sociais Pensando em construir um futuro mais forte para a escola, Barbara Karine detalhou que terão um profissional específico apenas para a captação de recursos, além de buscar por alternativas governamentais para a manutenção da instituição. "Nosso foco, inclusive, é de que num futuro próximo nem mensalidade mais a escola cobre aqui em Salvador. [Que] seja uma escola comunitária, que receba recursos de filantropia nacional e internacional", pontuou a influenciadora. As gestoras aproveitaram a oportunidade para agradecer a todos que fazem doações recorrentes à instituição, às famílias que seguem pagando a mensalidade e outras pessoas que contribuíram para o retorno das atividades. Entenda anúncio do encerramento de atividades O comunicado do encerramento da escola afro-brasileira Maria Felipa foi feito na quarta-feira (7), pelas sócias fundadoras, Bárbara Carine e Maju Passos, responsáveis pelo projeto educacional que atuou na cidade ao longo de nove anos, sendo sete deles como anos letivos regulares. De acordo com as gestoras, a decisão foi tomada após uma longa tentativa de garantir a sustentabilidade financeira da escola. Ao longo desse período, foram investidos mais de R$ 1 milhão em recursos pessoais, além de um intenso envolvimento emocional e impactos também na saúde das sócias. Mesmo com diferentes estratégias adotadas, elas afirmam que, no momento, não é possível manter a operação em Salvador. Com o encerramento das atividades na capital baiana, o projeto Maria Felipa seguirá apenas com a unidade do Rio de Janeiro. Segundo as fundadoras, a escola na capital fluminense caminha para a autossuficiência financeira e registrou um crescimento significativo, com o número de matrículas quadruplicado no último ano. No comunicado, Bárbara e Maju destacam a relação afetiva e simbólica com Salvador e com a Bahia, terra de Maria Felipa, heroína que inspira o nome e a proposta pedagógica da escola. Elas afirmam que houve um esforço contínuo para manter o projeto na cidade, mas que, diante do cenário atual, a continuidade não é viável. As sócias não descartam, no entanto, a possibilidade de retomar o sonho em Salvador em outra conjuntura. As fundadoras também agradeceram às pessoas que contribuíram para a construção do projeto ao longo dos anos. Entre os agradecimentos estão as crianças atendidas pela escola, os profissionais da educação que integraram a equipe e as famílias que confiaram seus filhos à instituição. Segundo elas, a trajetória da escola transformou vidas e marcou de forma positiva todos os envolvidos. LEIA TAMBÉM: Eu Te Explico #159: Educação antirracista e o papel de pessoas negras e não negras na luta por direitos Vencedora do 'Jabuti' explica equipe 100% formada por profissionais negros em parto: 'Preocupação com questão da raça' Educação antirracista: escola resiste há 31 anos com referência da cultura afro-brasileira como parte essencial do currículo Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e da TV Bahia 🖥️

FONTE: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2026/01/09/gestoras-anunciam-que-vao-manter-funcionamento-de-escola-afro-brasileira-em-salvador.ghtml


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