Maior demanda turística e investimento em infraestrutura explicam alta dos preços de imóveis em Salvador, aponta especialista

  • 06/01/2026
(Foto: Reprodução)
Salvador lidera alta de preços de imóveis entre as capitais do Brasil O crescimento da demanda turística e o aumento no investimento da infraestrutura em Salvador estão entre os fatores que podem explicar a alta dos preços de imóveis residenciais na capital baiana. É o que aponta o economista e imortal da Academia de Letras da Bahia (ALB), Armando Avena, em entrevista ao g1. O aumento nos preços foi demonstrado por dados do Índice FipeZAP, divulgados nesta terça-feira (6). O levantamento indica que Salvador foi a capital brasileira com a maior alta no preço médio dos imóveis, registrando uma valorização de 16,25% ao longo de 2025. O estudo foi realizado considerando anúncios nos portais do Grupo OLX (Zap, Viva Real e OLX) durante o ano passado. Salvador é seguida por João Pessoa, na Paraíba (com alta de 15,15%) e Vitória, no Espírito Santo (15,13%). Na outra ponta, as capitais com menores altas foram Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%). Nenhum município monitorado registrou queda nos preços no último ano. Elevador Lacerda, um dos principais pontos turísticos de Salvador Valter Pontes / Secom PMS 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Para Armando Avena, no caso da capital baiana, essa alta pode ser explicada por investimentos na infraestrutura da cidade, o que atraiu investidores e compradores, além de facilitar a expansão de empreendimentos imobiliários em áreas onde antes não era permitido construir. "Um exemplo: houve um grande desenvolvimento na área de Patamares e adjacências, onde foi permitido o aumento do gabarito. Por outro lado, bairros como o Horto Florestal, o Caminho das Árvores e Barra começaram a ter maiores ofertas de imóveis e naturalmente maior procura", argumenta o especialista. Avena explica que, até meados de 2024, a cidade tinha um dos valores mais baratos de imóveis do país. Na época, Salvador ocupava o 16º lugar entre as capitais brasileiras, com um valor médio inferior a R$ 6 mil por metro quadrado. Mas os investimentos estruturais possibilitaram uma maior mobilidade urbana, o que também afetou o aumento da procura por imóveis e a consequente alta nos preços. "Também houve um aumento na demanda turística e isso leva a uma expansão de novos empreendimentos imobiliários. [Há ainda] A recuperação da atividade econômica. O PIB baiano cresceu esse ano e a taxa de desemprego foi menor". Perspectivas sobre a divisão da cidade Corredor da Vitória, em Salvador Alan Oliveira/G1 Embora reconheça o aumento nos valores dos imóveis em Salvador, o economista pondera que a aglutinação de regiões nobres, como Horto Florestal e Corredor da Vitória, a outros bairros afeta a interpretação da realidade dos preços dos imóveis na capital. "O Horto Florestal é englobado em Brotas, que é o maior bairro de Salvador. Aí você pega a zona onde tem maior valor do metro quadrado e bota em Brotas? Então, você dilui o valor médio", defende. Ao g1, o coordenador do FipeZAP, Alison Oliveira, ressaltou que o resultado do estudo reflete a mudança do nível dos preços médios anunciados em Salvador nas plataformas do Grupo OLX. Além disso, ele pontuou que os dados receberam tratamento estatístico para "para garantir comparabilidade no tempo e evitar distorções por mudanças no perfil dos imóveis anunciados". "O ranking nacional (como o de 2025) é sempre construído exclusivamente a partir do índice da cidade, independentemente da classificação fina de bairros ou microbairros", explica. O coordenador acrescentou ainda que a pesquisa não depende de "microdelimitações de bairros nobres para medir a variação de preços no tempo". "O desempenho acima da média nacional está alinhado com um mercado imobiliário mais aquecido ao longo do ano, incluindo aceleração de lançamentos e maior dinamismo em segmentos de média e alta renda, o que ajuda a explicar a pressão sobre os preços médios anunciados na capital". Expectativa para 2026 Imagem meramente ilustrativa da cidade de Salvador Valma Silva/g1 BA Para Armando Avena, os preços tendem a aumentar ainda mais em Salvador, uma vez que, no contexto nacional, Salvadr ainda é vista uma cidade barata. "É uma cidade do ponto de vista de metro quadrado, que ainda é o 14º maior do país", pontua. A expectativa é de que a capital baiana siga em expansão devido ao surgimento contínuo de novos empreendimentos. "Salvador está com muitos empreendimentos novos, principalmente em áreas de expansão como Patamares, como toda aquela região ali de Piatã. Tem uma tendência de crescimento ainda para os próximos anos". LEIA MAIS: Boletos do IPTU 2026 de Salvador já podem ser emitidos; veja como fazer Banho de mar à noite: entenda o que influencia na temperatura da água do Porto da Barra, em Salvador Valores para emissão e serviços de CNH são reduzidos na Bahia; entenda Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e da TV Bahia 🖥️

FONTE: https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2026/01/06/explica-alta-dos-precos-de-imoveis-em-salvador.ghtml


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