Missa de sétimo dia da morte de Mãe Carmen é realizada em Salvador
02/01/2026
(Foto: Reprodução) Missa de 7º dia em memória a Mãe Carmen de Oxaguiã
A missa de sétimo dia da morte de Mãe Carmen de Oxaguian, ialorixá à frente do Ilé Ìyá Omi Àṣẹ Ìyámase, conhecido popularmente como Terreiro do Gantois, foi realizada nesta sexta-feira (2), em Salvador.
A celebração em memória à ialorixá aconteceu na Igreja Nossa Senhora da Vitória e foi organizada pelo Terreiro do Gantois em conjunto com a Associação de São Jorge Ebé Oxóssi.
Marcaram presença familiares, filhos e filhas de santo, representantes de comunidades de matriz africana, além de admiradores da trajetória religiosa e social da ialorixá.
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Missa de sétimo dia da morte de Mãe Carmen é realizada em Salvador
Reprodução/TV Bahia
Mãe Carmen morreu no dia 26 de dezembro. Ela estava internada há duas semanas no Hospital Português, em Salvador, devido a uma forte gripe.
A ialorixá foi a quinta religiosa à frente do terreiro. Ela foi iniciada no candomblé aos 7 anos e comandava o Gantois desde 2002. Antes dela, participaram da linha sucessória:
Maria Júlia da Conceição Nazareth (1849-1910);
Pulchéria Maria da Conceição Nazareth (1910-1918);
Maria Escolástica da Conceição Nazareth (1922-1986);
Cleusa Millet (1989-1998).
Mãe Carmen foi homenageada com a música "A Força do Gantois", composta pelo sambista Nelson Rufino e lançada em agosto de 2011.
Espiritualidade, cultura e ancestralidade
Mãe Carmen de Oxaguian
Reprodução/TV Globo
Nascida em 1926, Carmen Oliveira da Silva era a filha mais nova de Maria Escolástica de Conceição Nazaré, a Mãe Menininha, que também foi ialorixá do Terreiro do Gantois, um dos mais antigos e importantes para a religião afro-brasileira na Bahia.
Há 23 anos, Mãe Carmen tinha a responsabilidade de ser a guardiã de um dos pilares da espiritualidade, cultura e ancestralidade negra do Brasil e no mundo.
Em maio de 2023, a ialorixá recebeu a comenda Maria Quitéria, uma honraria concedida a mulheres que se destacam em atividades em benefício de Salvador ou da Bahia.
Além da importância religiosa, Mãe Carmen promovia ações sócio-educativas junto à comunidade do Gantois.
No âmbito cultural, ela empreendeu ações voltadas para acessibilidade às referências da memória da religiosidade de matriz africana na Bahia, com cursos de ritmos e toques, dança, bordados tradicionais, entre outros.
Devido ao trabalho para preservação das tradições do diálogo inter-religioso, Mãe Carmen também recebeu a "Medalha dos 5 continentes ou da diversidade cultural", comenda entregue pela Unesco, em maio de 2010.
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